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Empreendedora em Nova Iorque

A empreendedora em Nova Iorque é uma Enfermeira que largou a carreira no Brasil para aprimorar o inglês e abrir o seu negócio nos EUA.

Olá, meu querido leitor!

A entrevista que vou apresentar a hoje é de uma enfermeira catarinense, a Amanda Priscilla da Cunha, que decidiu largar uma carreira sólida no Brasil para aprimorar o inglês nos Estados Unidos. Após algum tempo de adaptação e preparo, ela abriu seu próprio negócio na cidade de NY. Vamos a nossa entrevista:

Me fala de você…

Bom, antes de falar de mim eu gostaria de dizer que estou muito feliz de participar dessa entrevista e compartilhar um pouco da minha trajetória e minhas habilidades como Empreendedora em Nova Iorque. Eu nasci em Santa Catarina, mas hoje moro nos Estados Unidos junto com minha filha. Além de buscar a fluência, meu objetivo hoje é conseguir desenvolver o negócio que fundei em New York, a clínica Le Countour.

Eu que fico feliz com sua participação, Amanda. Mas conta pra gente um pouco da sua trajetória acadêmica.

Sou graduada há 20 anos pela Univali em Santa Catarina, com MBA em gestão Hospitalar e Sistemas de Saúde, com experiência mais de 15 anos como enfermeira, profissional liberal no ramo de estética e ferida, cientista, avaliadora de trabalhos científicos, após anos de carreira e experiência, estudando o mercado resolvi investir no ramo da estética e feridas na cidade de New York.

Conta um pouco da sua trajetória profissional…

Graduei em 2002 pela Univali em SC, meu primeiro trabalho foi como enfermeira intensivista neonatal, logo após já estava aceitando cargos de chefia como Coordenadora hospitalar, dando aula e estudando MBA em outro Estado. Na época eu saia do trabalho e corria para a rodoviária pegar o ônibus para São Paulo e tinha aulas sexta e sábado o dia inteiro e já retornava no domingo, foram pouco mais de 1 ano nessa trajetória até que decidi ir residir em SP e trabalhar em Hospitais com maiores capacidades. Fui enfermeira intensivista na rede AMESP e enfermeira auditora no Hospital Sírio Libanês. Recebi convites para ser enfermeira em Miami em 2007, porém por motivos familiares tive que retornar a SC, perdi minha mãe e isso me transformou na pessoa forte, decidida e madura na qual me tornei. Cada passo que dou na minha profissão de um pouco de cada lugar que trilhei assim como pessoas maravilhosas que cruzaram meu caminho e me ensinaram um pouco delas também. A minha grande paixão sempre foi e sempre será trabalhar com estética, feridas e cicatrizes, e é neste ramo que eu decidi empreender nos EUA.

Por que a Enfermagem?

Algo me tocou quando eu era adolescente e desde então eu passei a amar a enfermagem. Minha mãe tinha problemas cardíacos e estava na fila de transplante em SP, desde cedo eu quem acompanhei a sua trajetória entre médicos, exames e internações. Infelizmente ela veio a falecer jovem e não teve a chance de realizar o procedimento. Na época eu já era enfermeira e já trabalhava em SP, foi muito difícil lidar com a morte dela, isso me transformou na pessoa que eu sou hoje em dia. Se tenho uma ideia ou plano para meu futuro, não paro até chegar lá.

O que você faz atualmente?

Eu sou investidora no Brasil e futura investidora nos EUA, atualmente faço parte da Associação Brasileira de Enfermeiros Cientistas na qual apoiamos e incentivamos a Pesquisa Cientifica na Enfermagem, assim como desenvolvo projetos científicos com outros doutores enfermeiros, atuo como avaliadora para outros trabalhos científicos em Revistas na área da Saúde, estou aprimorando meu inglês na área médica na cidade de Manhattan Nova Iorque e desenvolvendo meus projetos profissionais como empreendedora em Nova Iorque no ramo da medicina.

Me fala 3 características de destaque, como enfermeira.

Empreendedora, com um espírito de empreender que já nasceu comigo, pois meus pais já eram gestores. Reabilitação da pele, a busca pela melhor estratégia na busca da cicatrização, da cura e melhores resultados ao paciente é a grande paixão na minha carreira. Ser exemplo para outros profissionais e principalmente para a minha filha, como profissional, como enfermeira empreendedora e como mãe dedicada.

Me conte sobre uma dificuldade que teve e como lidou com a situação?

Lidar com a perda dos meus pais. Foi um dia de cada vez, é uma perda irreparável e imensurável, mas eu sempre senti a voz de Deus me dizendo “eu estou aqui, jamais estarás só” Me tornar mãe solteira também foi um grande desafio, eu amadureci muito e minha força interior é muito maior do que eu poderia imaginar. Foi um período difícil, no qual eu demorei muitos anos para aceitar e entender que nós também iremos, isso é apenas uma passagem e cabe a cada um de nos fazer dessa caminhada positiva, alegre, de bons frutos e visionaria, deixando um bom como empreendedora em Nova Iorque.

Qual a sua maior paixão na Enfermagem?

Minha grande paixão é o cuidar. Por isso que escolhi o ramo da estética e feridas, pois ali um pouco de mim fica em cada paciente que eu cuido e atendo. Sei que cada um tem seu grau de evolução diferente, mas se posso passar meu conhecimento, na busca do melhor resultado, e ver cada paciente com sua particularidade em buscar o melhor resultado, a cura ou sua autoestima, eu estarei lá para fazer meu melhor e isso me traz uma grande satisfação, uma satisfação pessoal.

Amanda com outras universitárias de Enfermagem.

Qual foi o seu maior aprendizado em sua carreira?

Não deixar nada para depois, é agora! Assim como também não perder tempo, o tempo é o maior atributo, é gold. É muito importante saber usar ele a nosso favor e não gastar nossa energia em coisas que não nos levam a lugar algum.

Quais o último livro que você leu? Por que escolheu este livro?

O segredo do amor de Ruediger Schache. O amor é a chave de tudo, se você prestar bem atenção ao seu redor é o única e mais poderosa chave para tudo. E o que Deus tenta nos ensinar todos os dias, é a cura para a humanidade. Um enfermeiro recém-formado pode não ter a experiência que nós temos, mas se ele fizer seu trabalho com AMOR, ele fará o melhor para seu paciente.

O que você considera que poderia melhorar na formação básica do enfermeiro?

O maior incentivo a carreira acadêmica e a pesquisa cientifica. Acho que o profissional de enfermagem ainda é muito mal remunerado não apenas no Brasil, mas em vários países.

Qual conselho você daria para quem está começando a carreira agora?

Só fique nessa profissão se você realmente ama e tem amor pelas pessoas. Enfermagem é cuidar, essa é a base.

Você acredita que a população entende o trabalho do enfermeiro?

Não, mas o mundo vê a gente de um outro aspecto após a pandemia. Quando o mundo inteiro parou, nós estávamos de frente, e quando você arrisca a sua vida, deixa sua família em casa e vai para a linha de frente, ao encontro do desconhecido, um vírus que matou milhares de pessoas e ninguém sabia ao certo o que poderia acontecer, nós enfermeiros estávamos lá e enfrentamos com coragem e otimismo.

Você sente que é valorizada como enfermeira?

Sim, eu nunca tive esse problema na minha carreira. Porém sei que a realidade no Brasil e em muitos países infelizmente não é a mesma. Acho que a enfermagem ainda está caminhando para algo melhor e maior no futuro.

Qual foi o momento mais feliz que a Enfermagem te proporcionou? O que você considera que poderia melhorar na formação básica do enfermeiro?

O momento mais feliz seria quando eu me formei, ter meus pais lá me prestigiando, e todos meus colegas que fizeram parte dessa trajetória, foi bom demais. Acho que poderia melhorar exigindo prova de qualificação para poder exercer a profissão como acontece com advogado.

Amanda e sua filha, Isa, na Times Square

O que você diria para quem tem interesse em atuar com saúde mental?

Sugiro começar fazendo estágios, ou cuidando de pessoas, paciente psiquiátricos pois essa é uma área que realmente merece atenção. Psiquiatria não é para qualquer um, é necessária muita aptidão.

E aqui finalizamos essa entrevista incrível. Espero que você tenha gostado dessa entrevista. Ah, a Amanda também participou do episódio #4 de nosso podcast. Confere aí:

Até mais!

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